Depoimento do poeta Paulo Leminski sobre Guilherme Mansur:
(...)Tropeiro-Sheik cheio de pedraria, Mansur passa por aqui, de tempos em tempos, para nos mostrar suas invenções. Tivesse nascido na Rússia, no início do século, o nosso Bruxo das Alterosas viveria certamente tomando vodka com Khlébnikov e sua turma de poetas futuristas. (...) os tipos em suas mãos são montados sob o silêncio que rege a poesia com rigor. Aquele silêncio dos sinais difíceis de ler, que serão conduzidos pelas mãos de Hermes, o Deus que leva o sentido das mensagens até o seu entendimento. O silêncio de um lance de dados, por acaso.

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